segunda-feira, 14 de outubro de 2013

As viagens ao mar da China.




E lá fui ao sótão da minha infância, muitas recordações, umas já vagas outras bem vivas, como esta:

O meu falecido paizinho governava uma nau de sete mastros a vapor, o grande Vasco da Gama lá ia deitado no seu camarote, acossado por uma terrível comichão no pé direito e como remédio levava um macaco birmanês que lho coçava ao mesmo tempo que lhe ia roendo as unhas dos pés, enfim dois em um.

Íamos no mar da china que ia da Gronelândia ao golfo da Guiné, quando somos abalroados e assaltados pelo pirata Sandokam, que logo ali cortou nove cabeças aos nossos. O meu falecido paizinho vai-se ao pirata e sem lhe dar tréguas logo o venceu num combate de três rondes, amarra-o e deita-o aos tubarões.

O grande Vasco da Gama que assistiu ao combate por videoconferência dada a sua incapacidade, deu como recompensa este baú em madeira mui rara e preciosa cheia de boas moedas de oiro ao meu paizinho que por sua vês as trocou no porto de Amesterdão por trinta cumcubinas, coisa que nunca percebi, pois tínhamos mulher a dias, cozinheira e duas amas secas, para que queria ele mais trinta mulheres !!!, lá se foi e nunca me explicou.

Dois meses depois trocava-as por dois camelos, cinco dromedários e um Ferrari movido a cuspo de lesma, e lá deixámos o Vasco da Gama para irmos com o grande Marco Pólo á conquista do Pólo Sul.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Algumas das muitassssss tarefas....

Ainda se alembram daquele burro que o meu falecido paizinho me deixou ? …….
Bem dos dois últimos sacos de serradura que comeu, consegui estas duas caixinhas.
Esta é para as minhas canetas, oferta não sei de quem.....                                                                                                                            

 Esta é para guardar as notas de 500€, quando me saírem no euro-milhões.

 
Era bem pequeno mas ainda malembru de El-rei D. Dinis ter pedido ao me falecido e já morto paizinho :
El-rei : ó Vasco, vai ao Afaganistão buscar caracoletas, pois os caminhões só andam a baba de caracol.
Vasco : mas ó Dinis, nós temos cá caracóis ….. bem os podemos utilizar.
El-rei : nem penses nisso, pois os que cá temos são para serem comidos com as bejecas e as mines. 
….. e lá fomos por terras do Afaganistão de onde trouxemos carradas de caracoletas, cuja baba misturada e fermentada com cuspo de grilu, faziam andar estes caminhões.
 




 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mais ... um trabalho.


Bem ..... estas não viram do Japão, nem da China, nem foram dados por Dom Afonso Henriques ao meu falecido e já bem morta paizinho. Estas foram feitas por mim no meu "atuliê" com a tal madeira muito especial cagada pelo burro. Só que está velhote e agora só come meio saco de serradura por semana, de modo que a produção é mais pequena.




domingo, 26 de maio de 2013

A travessia do deserto da Caucarásia.


Íamos nós pelos desertos da Caucarásia, trilhando novos rumos ao mundo, munto antes do Cristóvão Colombo ter encontrado a minha tia Ermelinda Bonifácia, da qual teve cinco filhos.
Ora acontece que o meu falecido e já morto paizinho pôs á prova estes caminhões movidos a caca de passarinho verde e com ele lá fomos á descoberta das minas de água a ferver.


o grande "Mata Piratas"


Bem, voltei ao sótão e …… lá estavam os dois cofres  com as respetivas chaves mas ….. sem os dobrões de ouiro.
Corria o ano de minoveecaranguejo quando o meu falecido paizinho foi incumbido pelo Vasco da Gama (grande amigo da nossa família) de desbaratar a frota pirata do Sandocam.

Nós (os cristões) tínhamos três naus, combatemos as cinquenta e quatro fragatas e um porta aviões do temível, terrível e maisquemuitomau Sandocam pirata sindicalizado dos mares da china. Vencemos e o meu falecido paizinho ficou a ser conhecido pelo “mata piratas”.
Como recompensa o Vasco da Gama deu-lhe estes dois cofres cheios de dobrões, que logo gastou algures por lá em minis, finos e alguns traçadinhos, assim como azeitonas e tramoçus.




sábado, 25 de maio de 2013

A "rota da seda"


Estava eu muito bem a descansar sentado de pé quando me deu na mosca ir arrumar o sótão das recordações deixadas pelo meu falecido paizinho. E, eis que encontrei o espólio daquela que foi a grande epopeia, quiçá a nossa maior expedição que eu e o meu falecido paizinho fizemos a mando de Dom Afonso Henriques. Foi descobrir o caminho que mais tarde seria conhecido pela “rota da seda”.

Eu era pequeninninhu e lá fomos na caravana do grande Marco Polo, disfarçados de beduínos e montados em camelos. Para lá foi assim, foi a descoberta do Japão, para cá já viemos de burro, o que na altura era um luxo. Eu como era pequenininhu vim de “riquexó”, puxado por um chinoca.

Bem, tudo isto para vos mostrar os baús, de uma madeira mui rara, e proveniente de um dos burros que vinha connosco. Como é possível !! pensarão vocês, mas …. Era a coisa mais natural, o animal comia uma saca de serradura e cagava uma tábua de solho.